Halitose

O odor, ou “mau-hálito”, é produzido por pequenas partículas dispersas no ar, capazes de imprimir a sensação olfativa nas células receptoras da cavidade nasal. Após um minuto de permanência no ambiente, o olfato se adapta por tolerância, passando a não registrar mais a presença do odor predominante. O epitélio olfatório (células receptoras) entra em fadiga ou de alguma maneira se torna acostumado a odores e falha em percebê-los. Ë por esta razão que muitos pacientes com hálito até muito forte e constante dizem não perceber.

A halitose pode ter sua causa originada na cavidade bucal como também pode ter origens sistêmicas. Os odores devidos aos restos alimentares, lesões cariosas, bolsas periodontais, peças protéticas porosas e mal higienizadas, respiração bucal, fumo e principalmente a saburra lingual são as principais causas da halitose.

A saburra lingual é um material viscoso e amarelado ou esbranquiçado que se adere ao dorso da língua, constituída de bactérias, restos alimentares e células mortas. Ë a maior causa bucal da halitose, além de ser a sede de microrganimos responsáveis pela placa dental, cárie, doença periodontal, halitose, doenças pulmonares, gastrite por h. pylori, etc

Assim, tratar a halitose, dependendo de suas causas, indiretamente significa: prevenir doenças bucais (cárie, doença periodontal e xerostomia) e prevenir doenças sistêmicas (pneumonias, gastrite, ataque cardíaco, acidente vascular cerebral, nascimento de prematuros e abortos).